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Asset Management: configuração e estratégias

18/09/2018

         Asset Management, como o próprio nome diz, consiste na gestão de recursos (ativos) por parte de uma gestora, a qual pode ser independente ou ligada a alguma instituição financeira, como um banco. Quando investe numa asset, o investidor nada mais faz do que terceirizar a administração do seu dinheiro. Diferentemente da relação existente com as corretoras, em que o investidor escolhe em quais ativos deseja alocar seu dinheiro, no caso das gestoras o investidor delega aos analistas da asset toda responsabilidade pela administração dos ativos. Geralmente, o tipo de ativo é segregado por fundos, podendo ser eles de renda variável, renda fixa, câmbio, multimercado, dentre outros, dando assim a possibilidade de o investidor escolher em qual das modalidades prefere investir.

         Uma asset busca sempre otimizar o capital de terceiros, criando valor a partir de posicionamentos e alocações de capital no mercado derivados de análises macroeconômicas, setoriais e das empresas. A performance de uma gestora sempre é medida em relação a um referencial, denominado benchmark. No caso do Brasil, esse benchmark pode ser o índice Ibovespa, que, em tese, é representativo por demonstrar o desempenho médio das principais ações do mercado, como também pode ser algo como IPCA + X%, a depender do tipo de ativo no qual o fundo consiste.

         Esse tipo de instituição ganha dinheiro de duas formas: há uma taxa de administração e outra de performance. Não é regra, mas geralmente as assets trabalham com a estrutura 2+20, ou seja, 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance, valores que podem variar de gestora para gestora. A taxa de administração é cobrada sobre o total investido, enquanto a taxa de performance, no Brasil, é cobrada apenas sobre a parcela do desempenho do fundo que exceder o desempenho do seu benchmark. Nos EUA, diferentemente do que acontece aqui, a cobrança é feita sobre toda a performance.

         No que tange à renda variável, é importante entender o benchmark. O Ibovespa, por exemplo, é um índice com participação ponderada das principais ações de mercado, sendo 11% composto por VALE3, 10% por ITUB4, 7% por ABEV3, dentre outras mais de 50 ações. Um fundo objetiva performar um desempenho melhor que o de seu benchmark, mas, ao mesmo tempo, também não pode se distanciar muito da composição deste, de forma com que esteja sujeito a uma performance muito negativa enquanto o benchmark tem uma performance positiva. Os investidores esperam que o rendimento esteja minimamente alinhado com o mercado. Dessa forma, nenhum fundo tende a deixar de ter Vale, Itaú, Ambev e Petrobrás, empresas que tem peso relevante no índice. O que é feito, portanto, é criar um índice com ponderações próprias, muitas vezes partindo-se do benchmark e aumentando ou diminuindo o peso das ações conforme a análise fundamentalista dos analistas da asset indica ser prudente, e substituindo ou retirando algumas ações menos relevantes.

         Olhando mais a fundo para estratégias utilizadas por fundos de asset management em ativos de renda variável, há algumas que se destacam. A estratégia long & short, por exemplo, é comumente usada a fim de diminuir a exposição do fundo em relação ao mercado, seja por ter feito uma análise macroeconômica pessimista, seja por já se considerar suficientemente exposto nas outras posições. Diferentemente dos fundos long only, que só operam na ponta compradora de ações, fundos com a estratégia long & short operam comprados em um ativo e vendidos em outro, comprando uma ação que acreditam estar subvalorizada e vendendo uma que, em tese, está supervalorizada. Dessa forma, como as duas ações estão expostas ao mesmo risco macroeconômico e possivelmente também ao mesmo risco setorial, caso sejam empresas do mesmo setor, o que importará para o sucesso da posição será, basicamente, o desempenho relativo entre as empresas, independendo do desempenho da bolsa em si. Meio termo entre os fundos long only e long & short, os fundos long biased permitem uma maior flexibilidade, podendo ter tanto posições compradas – que aparecem em maior número – como vendidas, mas com maior exposição ao mercado e correlação com a bolsa, ao menos quando comparados aos fundos long & short.

         Como é possível observar, as gestoras, a fim de entregar a otimização de capital prometida aos investidores, precisam proceder com análises em várias instâncias, desde análises macroeconômicas, setoriais e empresariais, até análises estratégicas, de exposição ao risco e composição de carteira, visando sempre proteção contra as oscilações do mercado ao mesmo tempo em que maximizam o seu retorno.

 

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