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O mercado de ações e aquisições, em 2016, no Brasil

01/04/2017

  De acordo com pesquisa da empresa de consultoria e auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC), no ano de 2016 foram anunciadas 597 negociações no mercado de fusões e aquisições brasileiro. Com um volume 20% inferior ao ano de 2015, o último ano apresentou um resultado consideravelmente baixo de transações, de acordo com o mercado – foi o mais baixo valor em termos de transações, desde o ano de 2006.

     Entretanto, de acordo com a mesma pesquisa, as 597 transações anunciadas em 2016 somaram USD 37,65 bilhões movimentados no mercado de M&A brasileiro através das 182 com valor divulgado no ano. Este número, USD 2,8 bilhões a mais que 2015, mostra ao mercado como as transações a partir de 2016 terão um valor mais alto.

     Do total anunciado, 9 transações foram consideradas de grande porte (valor de compra acima de USD 1 bilhão), totalizando USD 20,33 bilhões. Enquanto que as transações de pequeno porte (até USD 100 milhões) atingiram 125 transações.

     A taxa básica de juros (Selic) e seus resultados no mercado de fusões e aquisições

     Baseado na teoria do Capital Asset Pricing Model (CAPM), os valores dos ativos são exatamente a soma dos seus fluxos de caixa futuros descontados pelo custo de oportunidade dos investidores. Este custo de oportunidade (taxa de desconto – WACC) é baseado no custo de oportunidade do investidor e do credor. Portanto, influenciado diretamente pela taxa Selic.

     Com a queda na taxa Selic, de 14,25% ao ano desde 2015, para 13,00% (divulgada pelo Copom no dia 11 de janeiro de 2017), os valores dos ativos – entre eles empresas e concessões – tiveram um aumento substancial em relação aos dois últimos anos (2015 e 2016). Isso porque, com a queda na taxa de desconto, os fluxos de caixa futuros, que muitas vezes também aumentam devido à melhor perspectiva da economia, são divididos por uma taxa de pelo menos 1 ponto percentual menor que a anterior. Com isso, o mercado de fusões e aquisições brasileiro fica mais robusto, com transações mais elevadas, já que seus ativos começam a valer mais. Essa queda na taxa Selic, ao mesmo tempo que valoriza as empresas e suas ações, diminui o interesse de investidores por títulos públicos, uma vez que a inflação está caindo paralelamente à taxa de juros. Com isso, esses investidores, que antes adquiriam títulos públicos, precisam modificar suas estratégias, assumindo maiores riscos para obter um retorno maior, investindo no mercado mobiliário.

     Este cenário, favorável aos investimentos e ao empreendimento, tende a se manter nos próximos anos. O mercado financeiro está se mostrando confiante com as quedas nas taxas de juros, visto que analistas discutem uma queda na taxa Selic de 75 pontos base, ainda em fevereiro. Assim, o mercado de ações começa a ter mais destaque. Com o preço dos ativos aumentando, é normal, portanto, que as transações no mercado de fusões e aquisições diminua.

 

        Artigo publicado em abril/2017 na 16ª edição da Markets St.

 

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