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Valuation: o que é, afinal?

     Você já deve ter ouvido falar sobre o termo valuation ao entrar em alguma faculdade de negócios. Mas afinal, o que ele significa?

     Entender e estimar qual o valor de um ativo, seja ele um terreno, propriedade ou uma empresa, é essencial para tomar uma decisão de investimento. A comparação entre possíveis investimentos, o quanto a ser pago ou o preço a ser recebido, são respostas que o valuation pode dar[1].

     O valuation, ou avaliação de empresas, é, em essência, um conjunto de premissas sobre o futuro de certo negócio, construídas e avaliadas por análises tanto quantitativas - analisando balanços e resultados -, quanto qualitativas - entendendo o significado por trás de tais números e tendências. Aswath Damodaran, figura da “arte” no mercado financeiro, considera o valuation a ponte entre histórias e números[2], já que tal combinação permite desenvolver a narrativa do negócio, que se traduzirá em números dentro de um modelo, para então se obter o valor final da empresa.

 

“The intrinsic value of an asset is determined by the cash flows you expect that asset to generate over its life and how uncertain you feel about these cash flows.” - Aswath Damodaran

     

     É essencial, porém, lembrar que avaliar uma empresa vai além de olhar somente para ela, sendo necessário entender todo seu entorno. Vamos pegar a Blockbuster e a Nokia como exemplos. A primeira era uma das maiores empresas associadas à indústria cinematrográfica, com cerca de 10.000 lojas para locação de filmes em 2004. No entanto, com o advento da internet e streamings, o mercado de locação física de filmes foi por água abaixo. Hoje, a Blockbuster vale a menos que antes. A Nokia, por sua vez, entre 2003 e 2007, foi responsável por nove dos dez celulares mais vendidos na história. Quem não continuaria a apostar em suas ações na época? Hoje ela já não possui sequer a divisão de celulares, e suas ações valem 1/10 em relação a 2007. As duas empresas trazem lições importantíssimas ao valuation de empresas. Para se fazer a análise de uma empresa, é preciso ir além da mesma. Ela está competindo dentro de um mercado dinâmico, marcado por mudanças e tendências, além de estar acompanhada por uma porção de outras empresas que querem tomar seu lugar. A análise não deve estar focalizada somente na própria empresa, entender o mercado e a competição são indispensáveis para o valuation.

     É claro que, nesse ponto, ainda há muito a ser feito: montar um modelo, projetar as receitas, custos, investimentos, entre muitas outras coisas (caso se use o método de fluxo de caixa descontado, entre outras opções). A incerteza, seja em relação às premissas estabelecidas, seja sobre o nível de complexidade da análise, é uma constante, o que pode acarretar em uma bola de neve interminável. É preciso lembrar que se trata de uma avaliação feita de fatos e julgamentos de valor, além do cuidado a se ter com o possível enviesamento prévio sobre o resultado (considerar, de antemão, que a ação vale mais do que o preço atual, por exemplo).

 

     Apesar de haver muito a ser discutido, fiquemos hoje com o básico. O essencial do valuation, no fim das contas, é o estudo das técnicas utilizadas e, principalmente, a prática de avaliação de empresas. Recomendo aqui materiais interessantes para o estudo. Até a próxima!

 

[1] http://pages.stern.nyu.edu/~adamodar/New_Home_Page/background/valintro.htm

[2] Narrative and Numbers- Aswath Damodaran

 

Playlist de vídeos introdutórios de Damodaran: www.youtube.com/watch?v=znmQ7oMiQrM

Numbers and Stories: The value of stories in business- Aswath Damodaran

Valuation: Measuring and Management the Values of the Company- McKinsey & Company

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