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O que são derivativos?

08/03/2018

     Imagine a seguinte situação: a importadora BR compra seus produtos em dólar, no entanto, as vendas são feitas em moeda nacional, neste caso, o real. Logo, a Importadora BR se vê ante a um impasse: receita em real e contas a pagar em dólar. Esse descasamento representa um risco para a empresa, pois o dólar se valoriza ou se desvaloriza diariamente, de acordo com as expectativas e acontecimentos de mercado. Se o dólar cair, as contas a pagar da empresa se reduzirão. Mas, e se o dólar subir? Nesse caso, a Importadora BR estará com um grande problema, tendo em vista que sua dívida poderá se elevar exponencialmente, a ponto de a empresa não conseguir honrar seus deveres.

     Como lidar com esse impasse? A Importadora BR faz um hedge, (uma proteção) comprando um derivativo. E o que são derivativos? Derivativos são contratos que derivam de um ativo, taxa de referência ou índice. Há quatro tipos de derivativos: termo, futuro, swap e opções. No nosso exemplo, a empresa fecharia um contrato a Termo. Os contratos a termo são um acordo entre duas partes (produtor x comprador, banco x empresa...) para comprar ou vender uma mercadoria ou ativo financeiro no futuro, em uma data estabelecida. São acordos personalizados, cuja liquidação é financeira. Esses contratos podem ser negociados no mercado de balcão (OTC – Over the Counter) ou diretamente na bolsa (BM&F Bovespa). No mercado de balcão, os contratos são customizados, o que implica risco de crédito (cada contraparte assume o risco de o outro honrar a operação ou não). Já, no mercado de bolsa, os contratos são padronizados, a bolsa assume o risco de crédito, há maior transparência na formação de preço e facilidade na negociação. O contrato a termo mais comum é o NDF (Non-Deliverable Foward), no qual não há desembolso de caixa inicial, e o comprador garante uma taxa de câmbio futuro no dia do vencimento. Quanto mais dias úteis até a liquidação do contrato se passarem, mais elevado será o valor do contrato. Em geral, uma empresa compra NDF para fazer um hedge de alguma operação.

     Dito isso, imaginemos que as contas a pagar, em dólar, da Importadora BR vencem no dia 20 de março. Sua receita é em reais. Para se proteger, a empresa fecha um contrato de NDF para o dia 20 de março, com o valor do dólar que achar conveniente. Vale ressaltar que o preço da moeda é balizado pelo mercado, logo, se o dólar spot (dólar agora) está a 3,265, o dólar futuro não estará com o preço menor que 3,265 (somente em um caso raro quando os juros do Brasil forem menor que o dos EUA). Assim, o valor escolhido pela empresa deve ser maior que o dólar spot. Se o dólar, após o fechamento do mercado, estiver com o valor acima do preço fechado no contrato de NDF, a Importadora BR recebe pela diferença. No entanto, caso o dólar após o fechamento do mercado se encerre a um valor abaixo do firmado no NDF, a Importadora BR deverá pagar a diferença para a contraparte.

     Hoje, além do hedge, os derivativos podem ser usados para a especulação. Na estratégia de especulação, o cliente visa realizar o lucro, mas arrisca-se a apurar com o prejuízo.

 

    Caso tenha se interessado, confira a lista de textos que disponibilizamos para o aprofundamento no assunto. Acompanhe também nossa página, facebook.com/ligademercadofeausp, e fique por dentro de nossas postagens semanais!

 

http://www.infomoney.com.br/educacao/guias/noticia/231004/mercado-derivativos-entenda-melhor-seu-funcionamento

https://www.investopedia.com/terms/d/derivative.asp

http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/mercado-de-balcao/derivativos/

 

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